Dra. Anna Karina Sarpe

Tratamento em consultório

Escleroterapia e crioescleroterapia

A escleroterapia consiste na aplicação de uma medicação dentro do vaso, que irrita a parede interna da veia e provoca seu fechamento. O vaso tratado é reabsorvido pelo organismo ao longo das semanas seguintes.

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Dra. Anna Karina Sarpe · Cirurgiã Vascular · CRM-SP 144894 · RQE 49199 · RQE 56134

Como funciona

A medicação aplicada tem ação detergente sobre o endotélio, que é a camada interna da veia. Esse contato provoca uma inflamação controlada, a parede do vaso adere e a veia deixa de receber sangue. Sem fluxo, ela é gradualmente reabsorvida.

É um processo progressivo: o resultado não aparece no dia seguinte, e sim ao longo das semanas. Por isso o tratamento costuma ser feito em etapas, com reavaliação entre elas.

Crioescleroterapia

É a mesma técnica, com uma diferença: a medicação é resfriada a cerca de 40 graus negativos antes de ser aplicada.

O frio tem dois efeitos. Primeiro, funciona como anestésico local no momento da picada, o que reduz a dor da aplicação. Segundo, potencializa a ação sobre a parede do vaso, o que na prática costuma significar menos sessões e menos equimoses.

Escleroterapia, laser e espuma: quando usar cada uma

As três técnicas fecham vasos, mas alcançam calibres e profundidades diferentes. A escolha vem do mapeamento, não da preferência.

Comparativo entre as técnicas

EscleroterapiaLaser transdérmicoEspuma ecoguiada
Via de acessoagulha, dentro do vasoluz, através da peleagulha, guiada por ultrassom
Calibre alvopequeno e médiomuito finomédio e grosso
Veias profundas à visãonãonãosim
Repousonão exigenão exigenão exige

Na prática elas se somam: o laser finaliza os vasos mais superficiais, e a espuma densa alcança as veias que não aparecem na superfície.

Cuidados após a aplicação

As varizes são a manifestação de uma doença crônica: novas veias podem aparecer com o tempo, e por isso sessões periódicas de manutenção fazem parte do tratamento das varizes. O mapeamento por Doppler verifica se existe um refluxo alimentando esses vasos.

Dúvidas frequentes sobre escleroterapia

Como é a sessão de escleroterapia?

É feita no consultório, com agulhas finas que aplicam uma medicação dentro do vaso. Essa substância irrita a parede interna da veia, que se fecha e é reabsorvida pelo organismo ao longo das semanas seguintes. A duração depende da quantidade de vasos tratados.

O que é crioescleroterapia?

É a escleroterapia com a medicação resfriada a cerca de 40 graus negativos antes da aplicação. O frio tem efeito anestésico local e potencializa a ação sobre a parede do vaso. Na prática, costuma significar menos dor durante a aplicação e menos equimoses depois.

A escleroterapia deixa manchas?

Pode deixar. É comum surgirem pequenas manchas ou equimoses sobre o trajeto tratado, que costumam clarear ao longo dos meses seguintes. Evitar a exposição solar até que desapareçam é a orientação mais importante do pós-procedimento.

Quantas sessões de laser são necessárias?

Depende da quantidade de vasos, do calibre e da resposta individual. O resultado é progressivo: cada sessão trata parte dos vasos, e o organismo leva algumas semanas para reabsorvê-los. O número estimado é definido na avaliação e reajustado ao longo do tratamento.

Existe alguma situação em que não se pode fazer?

Sim. Gestação, amamentação, histórico de trombose, alergia à medicação e algumas condições clínicas exigem avaliação específica e podem contraindicar o procedimento. Por isso a consulta inclui histórico completo e revisão dos medicamentos em uso.

Posso tratar varizes no verão?

Sim, desde que os cuidados sejam seguidos. A principal orientação é evitar a exposição solar na área tratada enquanto houver manchas ou equimoses, usando protetor solar. Algumas técnicas exigem meia elástica, o que costuma ser mais desconfortável no calor.

Veja também

Cada vaso pede uma técnica

A avaliação define a combinação certa para o seu caso.

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